Che Guevara na passarela

É só dar uma voltinha pelas ruas pra perceber que sempre tem alguém por aí usando camisetas do Che Guevara. Mais fácil ainda é ver pessoas com slogans de algum movimento político em peças de vestuário. A intenção é mostrar, através do visual, que você apóia determinada ideologia. O problema é que, muitas vezes, a euforia pra demonstrar tal apoio no visual carece de fundamentação intelectual.
Exemplo disso é a tão famigerada camiseta do Che Guevara. O ídolo de esquerda certamente não iria gostar nada de saber que sua cara anda estampando camisetas de pseudo revolucionários por aí. O motivo é simples: a ideologia que Che defendia é avessa à indústria capitalista, indústria essa que produz camisetas em massa por aí. Outra razão é que estampa de camiseta envolve moda, algo que a esquerda quase em sua totalidade define como algo fútil e abominável. 
É só ler a teoria marxista por 2 horinhas pra entender que, se o comunismo que Che Guevara adorava fosse implementado, a preocupação com a individualidade do ser ao se vestir não iria ter muito lado…  Mas não entraremos aqui, por enquanto, nas obviedades de que cada pessoa é única e merece espaço pra se expressar, não só de formas verbais, mas também em formas simples como suas vestimentas.
Assim, vê-se que, salvo raras exceções, e só não digo sem exceções pra não correr o risco de ser injusta, que quem usa camiseta com a cara do Che não conhece o que ele representa e está vestindo algo vazio de significado. Achar que vestir camiseta do Che é defender a ideologia dele é tão avesso quanto demonstrar que o vegetarianismo é a dieta correta, enquanto se come um bife. E é engraçado que muitas destas mesmas pessoas criticam o “imperialismo” de quem usa camiseta com frases em inglês sem saber o que significa, mas no fim das contas acaba infringindo nos mesmos erros. (A diferença é que bancar revolucionário parece estar na moda, enquanto lidar com a realidade e com o que se pode produzir de concreto, e não numa realidade abstrata e utópica, anda soando feio, infelizmente.)
Ideologias à parte, a forma como as pessoas se apresentam é seu verdadeiro cartão de visita. Qualquer pessoa, seja de esquerda ou de direita, quer ser levada a sério e ter suas idéias minimamente respeitadas. Para tanto, deve-se fazer por onde. O mito de que pra ter um intelecto desenvolvido é necessário se desapegar da aparência não cola, e nunca vai colar, pois mesmo inconscientemente julgamos as pessoas por sua aparência. Esse julgamento não é definitivo, não é a prioritário para todos, mas faz parte de quem a pessoa representa. Não é à toa que os políticos em sua maioria usam ternos. Eles representam uma figura de seriedade, ainda que muito disso tenha se perdido em corrupção no nosso país..
Mas pra terminar essa seção de Moda & Política, uma dica que é linda: do Che dá aproveitar a boininha, tá? Tudo a ver com o inverno! hihihi!
“E eu, Déya Chadwick adiciono: Sem a estrelinha vermelha, com ela não vale!!!”
Divulgação: Faça a Diferença!

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